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 Capítulo 1 (Ainda não escolhi um nome pra história)

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|Lyn-chan|

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MensagemAssunto: Capítulo 1 (Ainda não escolhi um nome pra história)   Sex Maio 31, 2013 11:29 am

Meus pais não era os tipos de pessoas muito “certas”, se assim posso dizer. Eles eram alcoólotras e viciado em carros. Eles estavam em um tratamento contra esse problema deles. Resolvemos sair e comemorar. Um jantar em família, já que fazia anos que não ficávamos juntos.
Estava tudo correndo bem, até que eles decidiram pedir uma garrafa de vinho. Começou com uma, e não parou mais. Beberam wishk, vodka, cerveja e vários outros tipos de bebidas que haviam lá. Já passava das 2 horas da manhã. Eu estava com medo, queria voltar pra casa, mas minha casa era muito longe do restaurante, e por causa do horário era bastante perigoso e não tinha nenhum tipo de condução. Então, eles decidiram ir embora.
Meus pais não constumavam me dar dinheiro ou presentes. Preferiam gastar dinheiro com o Ford Mustang 66 deles. Confesso que era um belo carro. Era.
Depois daquela noite, quando saímos do restaurante, eles estavam muito embreagados, e como sempre, meu pai veio dirigindo. Eu senti uma coisa estranha quando entrei naquele carro. Senti algo gelado passando pelo meu corpo e dizendo pra eu sair de lá. Mas eu pensei “Não vai acontecer nada. Eles sempre dirigem bêbados e nunca acontece nada.” Queria estar certa.
Estávamos numa rodovia não muito movimentada por causa da hora. O Ford Mustang 66 já tinha alcançado seus 180km/h, e parou bruscamente ao se chocar contra um poste de luz em uma curva. Então, tudo se apagou. Literalmente.
Acordei num hospital, deitada numa cama. Não conseguia enxergar nada. Sentia uma faixa cobrindo meus olhos e uma enorme dor no corpo e um gesso na perna. Então, esutei uma voz me dizendo:
_Tudo bem mocinha ? Está acordada ? Sou o doutor McDowell. Vou cuidar de você enquanto estiver aqui.
_Eu tô num hospital ? Cadê meus pais ? E por que tem uma faixa tampando o meu olho ?
_Bem, não sei como te dizer isso, mas... Aconteceu um acidente de carro e...
_Meus pais morreram né ?
_Bem... Eu sinto...
_Aqueles desgraçados... Humpf... Não conseguiam ficar um dia sem beber. Quase mataram a própria filha. Mas eu irei sentir falta. Mesmo eles nunca terem ligado pra mim direito. E o por que da faixa nos meus olhos ?
_Você é bem fria mesmo. E, a faixa nos seus olhos... Bem... No acidente, voaram muitos estilhaços dos vidros do carro e... Muitos deles entraram nos seus olhos. Creio que você não poderá voltar a enxegar novamente. Eu sinto muito mesmo.
_Então... Eu nunca mais vou poder ver novamente ?
_Creio que sim. Me desculpe.

Parecia que meu mundo tinha acabado. Tudo que eu gostava de fazer envolvia a visão. Maldita bebida e maltido Mustang 66. Malditos pais que eu tive, que nem se importavam com a própria filha. Devia ter ouvido o pressentimento ruim que me dizia para sair da merda do carro. Mas agora já era. Não tenho mais nada a fazer. Não tenho família. Tenho alguns amigos, uma casa. Mas não tenho visão.
_Bem, eu vou sair para antender outros pacientes. Há um controle do seu lado esquerdo que controla a sua cama e o do lado direito é para chamar algum enfermeiro caso precise de ajuda. Até logo. - Disse o tal do médico lá. Não confio nele.
_Amy Mitchell ? - Disse uma voz feminina, com um tom bem sombrio.
_Quem tá aí ? E como entrou ? Não escutei a porta se abrindo...
_Não preciso de portas. Você é filha de Albert e Megan Mitchell certo ?
_Como sabe ?
_Seus pais tinham uma dívida comigo. Ou melhor, com meu chefe.
_Desculpe mas, eles estão mortos.
_Eu sei. - Dizia enquanto se aproximava de mim. Não podia enxergar, mas podia sentir um calor diferente.
_O que você quer comigo ?
_Quero sua ajuda.
_E se eu não te ajudar ?
_Você vai me ajudar, eu tenho certeza.
_Como tem tante certeza ?
_Porque se você me ajudar, posso trazer sua visão de volta.
Foi nesse momento que eu senti meu corpo congelar, enquanto a mão da mulher misteriosa tocava na faixa que cobria os meus olhos. Quando ela disse que poderia me fazer enxergar novamente, perdi totalmente a noção do mundo. Tentei imaginar o que ela faria para me fazer enxergar novamente, já que o médico disse que isso era quase impossível.
_Quem é você ?
_Deixe me te mostrar. - Então eu senti a mão por trás da minha nuca, e por fim, um beijo forçado. Meu corpo amoleceu, eu desmaiei.

_Bom dia ! - Dizia uma voz doce e animada. Provavelmente da enfermeira que devia estar cuidando de mim.
_Ah... Bom dia. Posso te pedir um favor ?
_Claro mocinha ! Diga. - Não sei porque, mas os funcionários daquele hospital gostavam de chamar as pessoas de “mocinhas”.
_Tire esta faixa dos meus olhos.
_Não posso fazer isso.
_Elas estão apertadas, por favor, tire-as. Está começando a doer.
_Bem, neste caso, vou subistituí-las.
Foi mais fácil do que eu pensei. Com todo o cuidado possível, a enfermeira foi tirando a faixa. Eu não sabia se o que tinha acontecido comigo foi um sonho. Mas não custava tentar. Estava cheia de esperanças naquele momento.
_Pronto ! Terminei. Abra os olhos, deixa eu verficar se eles estão melhores ?
Fui abrindo aos poucos. Não conseguia acreditar. Podia ver tudo nitidamente. O que aconteceu ? Será que foi um erro médico ? Ou será que a mulher misteriosa realmente me fez exnxergar novamente ? Se foi isso que aconteceu, eu tinha uma dívida a pagar. E não era opção minha. De certa forma, eu seria obrigada a pagar. A mulher misteriosa iria vim cobrar seu “favor” à mim.
_Como se sente ?
_Eu... Posso ver !
_Como assim ? O Doutor McDowell disse que você não poderia mais enxergar ! Como isso aconteceu ?
Não podia contar a ela o que havia acontecido. Ela poderia não acreditar em mim. Ela não iria acreditar em mim. Foi naquele momento que caiu a ficha de que eu tinha perdido meus pais. Não sei porque, mas eu senti uma enorme dor no coração por causa da perda deles. Eu estava tentando camuflar essa dor, me mostrar forte. Mas eu não era forte. Nem um pouco. Era sensível, mas não gostava que as pessoas soubessem.
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